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Canário Negro - Vamos Obtê-lo um Dia?

Data do artigo: 2009-07-27 Autor: Thiago Moura - criador

Esta é uma pergunta que requer certa reflexão, antes de se dar a resposta. Segundo um dos maiores pesquisadores da área de hibridização, o professor da cadeira de Zootecnia Giorgio Baseggio, com mais de oito livros editados sobre o assunto, isto é uma questão de tempo.

Para isso, uma conjunção de fatores precisa ocorrer. Para nós, aqueles que não são tão especialistas, isto é uma incógnita. Às vezes, na vida as coisas acontecem ao acaso, mas prefiro planejar, para que ocorram também por um trabalho que siga uma linha lógica e racional. Se o acaso acontecer melhor.

Minhas experiências já de alguns anos, me mostram que o caminho é árduo. As primeiras, na falta de negritos, foram feitas acasalando nosso pintassilgo Magelanica, com canárias verdes e azuis. A fundamentação era de que, tendo os pintassilgos sulamericanos ancestrais comuns, trariam em seu genótipo a carga negra, necessária para ser transmitida aos descendentes.

Além disso, o acasalamento entre as diversas famílias de Carduelis, gera F1 com alto índice de fertilidade. Com estas primeiras experiências obtive F1 machos e fêmeas. Dos machos, somente um apresentou fertilidade no terceiro ano. E os dois R1 todos fêmeas, não criaram morrendo após o segundo ano.Uma das dificuldades dessas hibridações é que os pintassilgos são muito suscetíveis à coccidiose, e seus híbridos também apresentam este problema.

Minha segunda experiência foi com o negrito, acasalado com canária verde intensa. Deste acasalamento, obtive machos e fêmeas. As fêmeas nunca criaram quando acasaladas com canários. O macho, após quatro anos de tentativa morreu, sem deixar descendência. Segundo Giorgio Baseggio, um dos caminhos para se chegar ao pássaro negro é, primeiramente, produzir F1 entre os pintassilgos, acasalar o negrito com o tarim e daí gerar F1 com alto nível de fertilidade.

Os híbridos obtidos então deste acasalamento seriam acasalados com canárias e canários negros, tais como ônix e cobaltos. Em minhas últimas experiências, além do acasalamento direto entre negrito com canária cobalto, acasalei também tarim macho com fêmea negrito. Destes acasalamentos, obtive cinco F1 portadores de cobalto, sendo dois machos e uma fêmea e um F1 fêmea do cruzamento do tarim com fêmea negrito.

Neste ano, vamos acasalar estes F1 portadores de cobalto com cobaltos azuis e verdes e a fêmea F1 de tarim X negrito, acasalada com macho verde ônix cobalto. Somos apaixonados pelas experiências que nos levem às novidades na canaricultura e, por isto, continuaremos tentando. Quem sabe, um dia.....Até lá!

Fonte: Thiago Moura - criador ( voltar ao topo )

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