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Acasalamento de Crests

Data do artigo: 2009-07-29 Autor: Vilmar Canuto - criador

Chega nova temporada de crias e lá vamos nós, de novo, enfrentar a velha dificuldade: quem fica com quem? Nas gaiolas obviamente...

Nos canários de cor, existe certa obviedade, mas quando se trata de porte e principalmente crests, a coisa complica.

 

Já entrei em contato com vários criadores, tanto aqui como no exterior e as informações são desencontradas. Uns acasalam seu melhor consorte, com seu melhor corona, outros acasalam seus intensos com seus nevados, outros acasalam seus penas curtas com seus penas longas, sendo que o clássico corona com consorte é em 98% das vezes observado.

Obviamente, se você acasala dois nevados com bastante plumagem, vai ter problemas, independentemente se forem consorte e corona.

Ora, o grande objetivo de se criar crests para concurso, é por causa do topete. O consorte é um coadjuvante nessa história.

E aí vai a ironia na questão. Os consortes premiados não são bons para criar coronas, pois vamos ter que acasalá-los com coronas de topete pequeno, que normalmente estão em cabeças pequenas, ou regra geral, com pequenas exceções, teremos excesso de plumagem entre o bico e o topete o que danifica o mesmo, criando um topete partido, desclassificatório na mesa de julgamento.

O que fazer então?

A dica dos experientes criadores vai além dos critérios normais de acasalamento:

1 – Acasalar macho com fêmea Parece brincadeira, mas não é. Qual foi o criador que nunca teve no final de uma temporada o desgosto de verificar que ficou o tempo todo com duas fêmeas na gaiola esperando filhotes nascerem?

2 – Intenso com Nevado, nem sempre deve ser adotado Dois nevados podem ser acasalados, assim como dois intensos. Tive, uma vez, um canela com 90 pontos no Brasileiro que foi resultado de dois intensos. Um pena curta um pouco mais empenado (arredondado) e um pena longa mais comprido.

3 - Observar bem a cabeça, a sobrancelha, o tamanho das penas. Um corona macho pena longa deve ser acasalado com fêmea pena curta e com mínima quantidade de sobrancelha. Esta deve ter uma elevação da cabeça, o corpo mais arredondado possível e o menor tamanho possível (que não passe do padrão mínimo). O mesmo caso se os sexos forem invertidos.

4 – Nunca acasalar dois penas curtas. Os filhotes sairão com corpos pequenos, topetes pobres e consortes com entradas apertadas na cabeça na continuidade dos olhos, parecendo um Norwich.

5- Nunca acasalar dois penas longas. Acasalando dois penas longas teremos corpo largo, com abundância de penas, produção de quistos e pássaros acima do tamanho. Os coronas começarão a apresentar “zíperes” ou fendas nas costas, defeitos no peito, penas
frouxas nos flancos e topetes defeituosos por excesso de penas.

6 – Usar, como regra geral:
       • Longo X curto
       • Intenso X nevado
       • Largo X estreito

Não se esqueça que o canário mais valorizado no concurso é o corona com um excelente topete, dentro do tamanho e com corpo bem arredondado. Para isto, criamos crests. Para obter bons exemplares coronas, os consortes, como já citei, são coadjuvantes na história (apesar de serem pássaros igualmente fantásticos).

Se quisermos criar bons consortes para concurso, o caminho é outro. Devemos, neste caso, ter uma linha de consortes para se produzir bons consortes. Isto se faz acasalando dois consortes com excelentes sobrancelhas e considerando as mesmas regras com relação ao restante já citado anteriormente.

Fonte: Vilmar Canuto - criador ( voltar ao topo )

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