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Tietê dos Alpes - Uma Jóia Rara

Data do artigo: 2009-07-30 Autor: Tarcisio Moura

Há alguns meses atrás, mais precisamente no início de maio, recebi uma ligação do amigo José Carlos Rocha, me comunicando o nascimento de curiós brancos em seu criadouro. Ligou pela amizade que nos une e para solicitar ajuda no entendimento da genética, que ocasionou aquele aparecimento raro.

José Carlos é criador de curiós e trincas em Barra do Piraí, no Estado do Rio de Janeiro. Muito dedicado, tem paixão pela criação e busca a perfeição em tudo o que faz e há 30 anos se dedica à pesquisa do canto de repetição em seus curiós. Seu desafio agora é, além de fixar esta mutação branca, fazê-la também no canto com repetição.

Do acasalamento de seu curió de nome “Tietê”, com uma de suas filhas (Tieta 6) nasceram dois filhotes albinos (olhos vermelhos) e num segundo acasalamento com outra filha (Tieta 20), nasceu um macho branco de olhos negros. Ainda, de um acasalamento de uma outra filha (Tieta 21 ) com outro curió.

(Valencinha), nasceu uma fêmea branca de olhos negros, sendo que o curió Valencinha não tem parentesco com o Tietê.

Eu já havia lido sobre esta mutação, nascida no criadouro Mineirinho, de um curió que depois foi chamado Príncipe do Egito. Porém, este curió nasceu pardo e na muda de penas virou branco. No caso ocorrido com José Carlos, os filhotes nasceram completamente brancos.

Sabemos da genética de canários, que filhos de dois portadores podem sair mutantes, como foi o caso do pai com a filha, porém com outra fêmea sem parentesco com o pai, só deveriam nascer - pelas regras da genética conhecida (de canários) -, prováveis portadores desta mutação.

Dos quatro filhotes nascidos, os albinos morreram. Nosso amigo congelou os dois e sugeri a ele que determinasse o sexo dos pássaros através do DNA para que tivéssemos mais informações.

Os outros dois filhotes como já comentado saíram um macho e uma fêmea. O macho, inclusive, recebeu um nome bem sugestivo “Tietê dos Alpes”.

Pelos fatos, a única explicação para este acontecimento é que, seja macho ou fêmea, o pássaro portador da mutação branco consegue sozinho trazer em sua carga genética os fatores para produzir sozinho, independentemente do outro portar ou não a mutação, os mutantes brancos de ninho que é como deveriam ser chamados, pois já nasceram comesta característica.

O trabalho de José Carlos está só começando. Este ano vai acasalar novamente o Tietê e sua filha (Tieta 21) com outras fêmeas e machos não consanguíneos para testar esta teoria.

Os acasalamentos do Tietê dos Alpes com a Tieta 21 e do Tietê com sua neta branca, provavelmente, vão nascer muitos brancos.

Quanto ao Tietê dos Alpes, pode ser encontrado ao vivo e a cores no YouTube. Curió repetidor e cantando como nunca.

Juntamente com sua irmã, estão aí como um material genético para ser estudado e termos então fixada e entendida uma nova mutação de curiós, que com certeza vai trazer muitas alegrias a quem conseguir obtê-los.

Fonte: Tarcisio Moura ( voltar ao topo )

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