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Negrito da Bolívia na Holanda

Data do artigo: 2009-02-05 Autor: Leo Koning - Tradução: Tarcísio Moura

"Meu nome é Leo Koning. Vivo no norte da Holanda numa pequena cidade chamada Sappemeer".

Iniciei a cuidar de pássaros há 10 anos. Comprei a casa onde vivo agora de um defensor e criador dos pássaros. Ele criava os Guildian Finches e também tinha um viveiro (bird house) como é chamado aqui, de 2m X 8m, no jardim, com alguns Sparrows de Java brancos e Zebra Finches. Eu pedi para ele deixar alguns na casa e então meu amor pelos pássaros nasceu. Minha esposa e eu visitamos um mercado de pássaros e vimos Japanese Bulfinch (Pyrrhyula griseiventris). Compramos um casal e os deixamos livres em nosso viveiro. A fêmea morreu após três semanas, mas eu queria criar com estes maravilhosos pássaros.

Um amigo estava criando com Carduellis major e com Large European bulfinches (Pyrrhula Pyrrhula). Então, comprei alguns casais dele e de outros criadores. Fiz algumas mudanças no viveiro e então eu tinha oito repartições para criação de 1m x 2m. No primeiro ano, criei 28 filhotes de Bulfinches. Após a venda da maioria dos filhotes, comprei alguns Hooded siskins (carduelis maggelanica) e depois de outro bom ano de criação, procurei me informar sobre a criação dos Negritos da Bolívia (Carduelis Atrata). Em 1995, vários criadores, comentaram comigo sobre a dificuldade de manter vivos estes pássaros aqui na Holanda. Apesar disso, eu queria cria-los e procurei um importador de pássaros exóticos, que tinha 40 exemplares disponíveis.

Impulsivo como sou, comprei todos os 40 e chamei meu amigo para fazer uma aposta de que conseguiria cria-los. Ele aceitou e então a criação de Negritos começou.

Na parte de trás do meu jardim, construí um novo local de 6,5m X 9m especialmente para os Bullfinches e os Negritos.

No primeiro ano, consegui criar 17 filhotes de Negrito. Meu amigo conseguiu criar sete.

No ano seguinte, vendi todas as outras espécies que tinha e comprei dois casais de Carduelis Tristis. Agora, estas são as únicas espécies que crio (Negritos e Carduelis tristis) há já alguns anos. Meus planos agora são reconstruir minha garagem para ter espaço para tentar criar com algumas outras espécies sul americanas tais como o Xanthogastra.

Para meu programa de criação, mantenho sete a oito casais de Negrito e quatro a cinco casais de Carduelis tristis, em gaiolas separadas durante a época de criação. No inverno, mantenho-os quatro a quatro fêmeas e machos separados.

Minha criação com os Negritos

Em abril, a temporada de criação inicia aqui na Holanda e vai até julho/ agosto.
Quando a criação começa, faço a escolha dos casais. Qual macho vai acasalar com qual fêmea. Primeiro, coloco o macho na gaiola de criação. Esta gaiola mede 1m X 2m X 2 m.
E ali ele fica esperando pela fêmea durante uma semana ou mais. Após este período, coloco a fêmea na gaiola. Briga entre eles é rara. Nunca tive problemas com este procedimento.

Após cerca de uma semana, coloco então um ou dois suportes de ninho. Um no meio da gaiola e outro no fundo. Eles nunca fazem ninho na parte da frente. Utilizo suportes de ninho para canários de arame de 11cm X 11cm e 15cm de altura. No lado dos suportes, coloco alguns galhos de árvore de Natal artificial e então ele parece bem verde. Coloco então um pequeno ninho de corda de sisal. O material para o ninho é sisal bem macio, de cor clara, mas não branco.

Depois de abril, o macho fica muito agressivo e caça a fêmea pela gaiola mostrando suas asas abertas. Quando a fêmea esta pronta para criar, ela faz um belo ninho e põe cerca de cinco ovos. Dos cinco ovos, três a quatro deles estão galados. Em todos estes anos de criação com os Negritos, sempre há casais que não criam em um determinado ano e voltam a criar no ano seguinte. Não sei a razão disto acontecer.

Considero os Negritos muito bons pais. De todos os casais com que tenho criado, há um que não aceita que eu anilhe seus filhotes, jogando-os fora do ninho, quando ponho a anilha. Tenho então que enganar a fêmea, pintando-a com esmalte de unha da mesma cor da pata do filhote. Também tenho um macho que quer que a fêmea aninhe sempre em local diferente daquele onde ela aninhou. Destrói então o ninho e os ovos. Com este casal, no ano passado, criei nove filhotes de 14 ovos postos.

Após 13 a 14 dias os filhotes nascem. Quando eles estão com cinco dias, coloco as anilhas (2,7 mm). Quando estão com 20 a 21 dias saem do ninho e dez dias depois eu os separo dos pais. Em pouco tempo, o casal estará fazendo outro ninho e criando novamente.

Conseguir diferenciar machos e fêmeas, é às vezes um problema. Quando eles estão com dez dias no ninho, você pode observar uma cor levemente diferente entre macho e fêmea. A fêmea é mais cinza e o macho mais preto. Quando estão com dois meses, você pode observar a diferença com 95% de certeza. O macho, muito mais preto com o amarelo brilhante. Meu método para ver a diferença é colocar dois pássaros com a mesma idade um em cada mão e alinhar suas cabeças juntas. Assim você pode ver a diferença no preto de cada um. O macho é mais escuro..

Um outro método, é quando você já tem machos e fêmeas sexados e coloca a fêmeas em gaiolas separadas dos machos: coloque um macho suspeito na gaiola das fêmeas. Ele mostrará que é um macho se exibindo e cantando.

Durante todo o ano eu dou para todos os meus pássaros todos os dias, ovo cozido e um boa mistura de grãos para pintassilgos com abundante quantidade e níger (30%). Deixo o ovo ferver por 12 minutos na água, depois misturo com 30 gramas de farinha de biscoito (alguns criadores utilizam farinha de pão) e 1 colher de pré-mix com vitaminas e aminoácidos.

O negrito é muito sensível à coccidiose, e então eu dou para eles durante 5 dias (de segunda a sexta-feira) um medicamento chamado ESB3 da NOVARTIS. A dosagem é de 1 a 2 gramas por litro de água. Depois dou durante dois dias (sábado e domingo), um complexo vitamínico. Na semana seguinte volto com o ESB3 e faço isto durante toda a vida do pássaro. Utilizo este método já por seis anos e nunca tive problema.

Aqui na Holanda, a temporada de criação está começando e espero que esta seja boa para todos.

Fonte: Leo Koning ( voltar ao topo )

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