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Visita ao Criadouro Jean-Paul Glémet

Data do artigo: 2004-10-20 Autor: Tarcísio Moura

Em minha última viagem à Europa, resolvi fazer uma visita ao Jean-Paul. Nunca havia estado em seu criadouro e também não o conhecia pessoalmente, apenas através da Internet, onde mantemos contato freqüente.

Como Jean-Paul havia escrito dois artigos para nossa revista, resolvi levá-las pessoalmente e agradecer pelos artigos.

Ao final de uma viagem de trabalho à Áustria, organizei um itinerário, que seria uma viagem de Salzburg até Munich, na Alemanha, daí até Bordeaux, na França e de Bordeaux até Angôuleme de trem, cidade onde vive o Jean-Paul. A volta seria, de trem até Bordeux e Bordeux até Paris, onde embarcaria de volta para o Brasil.

Salzburg é uma bela cidade, onde viveu Mozart, pena ter que deixá-la, e de ônibus, para Munich, pois não havia vôo direto de lá para Bordeaux e a companhia aérea (Tyrolean), colocava à disposição um ônibus para levar os passageiros até Munich, de onde saem vôos para Bordeaux. Chovia bastante e tive que esperar muito tempo no Aeroporto em Munich, pois todos os vôos atrasaram.

Finalmente, depois de algumas horas de espera, o avião decolou e pude chegar em Bordeaux e ir para o hotel descansar. Já era quase uma hora da manhã e teria que acordar cedo para pegar o trem que sairia de Bordeaux para Paris e que passa em Angôuleme.

No dia seguinte, deixei minha bagagem no hotel e peguei um táxi até a estação de trem. Comprados os tickets, embarquei no melhor transporte ferroviário do mundo, um TGV.

Jean-Paul diante de uma bateria de 30 gaiolas: bebedouros automáticos e comedouros econômicos italianos permitem um aproveitamento de espaço, ganho de tempo e eficácia.

É uma maravilha da tecnologia de transporte. Um trem silencioso, veloz e pasmem, não balança. Os copos de bebidas, repousados sobre o suporte das poltronas, não se mexem. É como se o trem estivesse parado.

O visual é fantástico. Quilômetros e quilômetros de campos cultivados de videiras, uvas para produzir o melhor vinho do mundo.

Finalmente: Angôuleme. O Jean-Paul estava me esperando na estação e, depois de cumprimentos, nos dirigimos até sua casa. Uma casa aconchegante, num bairro tranqüilo e arborizado da cidade.

Levei para ele um aparador de livros de ágata de presente e ele me presenteou com algumas garrafas e vinho de sua adega particular. Vinhos fantásticos, que só conseguimos através da amizade. Estava nervoso e ansioso para conhecer o criadouro de um dos maiores criadores de canário do mundo. Após a troca de presentes e gentilezas, finalmente ele me convidou para acompanha-lo até o local onde cria os canários.

Jean-Paul cria com mais ou menos 100 casais de opalinos, pastéis, acetinados, topázios, eumos e ônix. Seu criadouro é dividido em duas partes: uma onde mantém gaiolas de criação e algumas voadeiras para filhotes e outra que consiste de viveiros grandes e altos, onde os pássaros ficam soltos. Estes viveiros, permitem a entrada de uma pessoa. Medem, mais ou menos, 2m x 2m por 2,5m de altura. Ali, ele solta os pássaros para fortalecerem a musculatura.

Os dois ambientes são protegidos por telas e contam com sistemas de aquecimento.

O espaço é pequeno, mas bem aproveitado. Os criadouros que conheço na Europa, todos são pequenos. Eles não têm espaço como temos por aqui e precisam aproveita-los da maneira mais racional possível.
Os Canários

Como sabemos, o Jean-Paul foi que fixou o fator Eumo nos mosaicos. Seus canários são maravilhosos. Não é à toa que ele é sempre bem classificado nos campeonatos mundiais. Ele permitiu que eu escolhesse, e até me aconselhou na escolha dos exemplares que iria trazer.

Ágatas topázios, Eumos e ônix, eram meu interesse. Consegui de todos, filhotes em boas condições

As gaiolas criadeiras são diferentes das nossas. O fundo, as laterais e o teto são de chapa de metal galvanizado. Grade, somente na frente. No fundo, o que achei diferente, foi a falta de grades. Ele utiliza pequenos cavacos de madeira. Parece, "serragem", só que um pouco mais grossa. O canário fica em contato direto com esta "serragem" no fundo da gaiola. Ele explicou que era alga fossilizada e não madeira.

Quando perguntei se utilizava papel, ele disse que não e aquela "serragem" ficava durante toda estação de cria, somente tirando a parte superior, que sujava e colocava um pouco mais para substituir. Parece que a alga fossilizada serve para absorver a umidade.

O que puder observar foi que estava tudo muito bem limpo e seco. A umidade e a temperatura do ambiente são controladas automaticamente, através de equipamento próprio. Segundo ele, o equipamento funciona muito bem e é de fabricação italiana.

A alimentação dos pássaros é um fator considerado da maior importância por ele.
Uma grande variedade de sementes e vitaminas são utilizadas na alimentação de pássaros. Há muita facilidade de se conseguir comida para pássaros na Bélgica, Alemanha e Itália, onde estão os grandes fabricantes.

Os comedouros, são aqueles automáticos e externos, onde se coloca um volume para aproximadamente uma semana de alimentação.

Depois da escolha dos pássaros e de tomar um café, assistindo ao jogo Brasil x Inglaterra pela Copa do Mundo, o Jean-Paul me levou de volta à estação de trem para que eu pudesse retornar à Bordeaux e daí pegar um vôo para Paris. Meu erro foi não ter consultado antes os horários de trem, pois poderia sair de Angôuleme diretamente para Paris de trem, a tempo de pegar o vôo para São Paulo, não sendo necessário retornar à Bordeaux.

Bateria de 15 Gaiolas

Em Paris, diretamente ao Aeroporto Charles De Gaule e daí a São Paulo, de onde pegamos um vôo para Santa Catarina e, finalmente, para Videira. Chegamos todos vivos e em perfeitas condições de saúde em casa.

Fonte: Tarcísio Moura ( voltar ao topo )

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